Coligação PSD/CDS-PP quer Palmela mais atractiva para pessoas e empresas [VÍDEO]

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Apresentação de candidatos Paulo Ribeiro à Câmara e Rosa Pinto à Assembleia Municipal contou com presenças de Maria Luís Albuquerque, Luís Montenegro e Nuno Magalhães

 

O candidato da coligação PSD/CDS-PP à presidência da Câmara de Palmela, Paulo Ribeiro, quer um concelho mais atractivo para as pessoas e para as empresas, defendeu o cabeça-de-lista na apresentação da candidatura ‘Palmela merece mais’, na quinta-feira ao final do dia, na Casa Mãe da rota dos Vinhos, perante uma assistência que incluiu nomes como os de Maria Luísa Albuquerque, ex-ministra das Finanças, ou os lideres parlamentares de PSD e CDS-PP, Luís Montenegro e Nuno Magalhães.

“Os estudos que são feitos colocam Palmela muito abaixo na atractividade e portanto precisamos de melhorar, de competir fiscalmente melhor com outros territórios, para que as pessoas venham para cá e criem mais riqueza, mais postos de trabalho e condições para que se possa depois resolver outras necessidades”, disse Paulo Ribeiro.

O candidato anunciou para Junho a apresentação do programa eleitoral, mas antecipou algumas propostas concretas, como a redução da carga fiscal, por via do IMI, designadamente do IMI familiar, e a criação de uma Escola Profissional Agrícola para “potenciar o empreendedorismo de base local” nos sectores tradicionais do concelho, como a agricultura e a vitivinicultura, especialmente.

Paulo Ribeiro afirmou ainda que quer ganhar as próximas eleições autárquicas, apesar de reconhecer que não é tarefa fácil num concelho de maioria CDU.

“O objectivo é ganhar as próximas eleições”, o ex-deputado e actual vereador e presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, que, tal como há quatro anos, se recandidata ao cargo pela coligação PSD/CDS-PP.

“Sabemos que é muito difícil, mas Portugal também nunca tinha ganho o Campeonato da Europa de Futebol e o Festival da Eurovisão”, brincou.

Convicto de que a mobilização dos abstencionistas pode fazer a diferença nas eleições autárquicas de 01 de Outubro, Paulo Ribeiro recorda que PSD e CDS-PP obtiveram melhores resultados quando houve maior mobilização dos eleitores e que o PSD até já ganhou eleições de âmbito nacional no concelho de Palmela.

“A CDU tem perdido votos, mas, infelizmente, tem perdido esses votos para a abstenção e não para outros partidos”, disse, reiterando a ideia de que a coligação PSD/CDS-PP poderá beneficiar de uma diminuição da taxa de abstenção.

Eleito vereador nas últimas eleições autárquicas, num concelho onde o PSD e o CDS-PP não tinham representação no executivo camarário, Paulo Ribeiro diz que a “coligação tem apresentado algumas propostas, muitas chumbadas pela actual maioria CDU”, mas acrescenta que “foi graças à coligação PSD/CDS-PP que houve um alívio fiscal, em termos municipais, no concelho de Palmela”.

Rosa Pinto, líder local do CDS-PP e candidata à Assembleia Municipal defendeu maior transparência neste órgão do município, onde “as comissões, todas presididas por CDU e PS não reuniram uma única vez”, e classificou o “trabalho e cooperação” entre os partidos da coligação “Palmela merece mais” como “bastante positivos”.

O líder parlamentar o PSD definiu a candidatura como “uma belíssima equipa”, elogiou a “dedicação” de Paulo Ribeiro, criticou CDU e PS, e reconheceu que Palmela é “um politicamente adverso e muito difícil”. Luís Montenegro concluiu, no entanto, que a dificuldade não é um “fatalidade” e defendeu que “quando estes territórios experimentarem a governação autárquica do PSD vão perdurar por muitos anos”.

Já Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS-PP, disse que Palmela é um “caso de sucesso” do funcionamento da coligação com o PSD e que “o grande problema” do concelho é “a Câmara CDU que asfixia as empresas com carga fiscal, taxas e taxinhas, para alimentar a máquina comunista no poder”.

Maria Luís Albuquerque esteve presente mas não discursou.

Nas eleições autárquicas de 2013, a CDU manteve a maioria absoluta no município de Palmela com cinco eleitos, o PS ficou com três vereadores e a coligação PSD/CDS-PP apenas com um.

 

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