Pais e alunos protestam à porta da Escola Secundária de Pinhal Novo

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Mais de mil manifestantes exigem reforço de assistentes operacionais. Falta de pessoal vê-se no funcionamento do bar e da biblioteca ou na limpeza das salas e casas-de-banho

 

Mais de um milhar de pessoas, entre pais, encarregados de educação e estudantes da Escola Secundária de Pinhal Novo, concelho de Palmela, protestaram esta manhã à porta do estabelecimento, contra a falta de pessoal.

O protesto, com os manifestantes a vestir de preto, decorreu logo desde as 8h30 e durou até à hora de almoço, sempre de forma pacífica. O portão da escola manteve-se sempre aberto, sem qualquer impedimento à entrada ou saída de docentes ou alunos, embora alguns professores tenham optados por solidarizar-se com a causa e manter-se do lado de fora.

A acção de luta, convocada pela Associação de Pais da Escola secundária de Pinhal Novo (APESPN) e pela Associação de Estudantes, reivindica mas assistentes operacionais e mais segurança.

Segundo os estudantes e os pais, a falta de funcionários afecta o funcionamento da escola, designadamente o horário do bar, a biblioteca e a limpeza de salas e casas-de-banho.

“O bar às vezes está encerrado, por não haver quem substitua a funcionária no seu horário de almoço, e a limpeza não é feita como deveria, porque a escola é muito grande e os funcionários não conseguem”, disse Tiago Parada, presidente da Associação de Estudantes, ao DIÁRIO DO REGIÃO.

Precisamente por a área da escola ser grande, a Associação de Pais, defende que o critério para o número de assistentes operacionais deveria ser a área edificada e não apenas o número de alunos.

“Com as obras de ampliação, em 2004, a escola aumentou o número de salas de 25 para 75 e os balneários, que exigem muitos cuidados, passaram de dois para 12”, explicou ao DIÁRIO DA REGIÃO José Luís Reis, presidente da Associação de Pais.

A escola tem colocados 29 funcionários mas no activo encontram-se somente 20, porque nove estão de baixa.

“A média de idades dos assistentes operacionais é já relativamente elevada e, com o desgaste provocado pela situação da falta de pessoal, alguns já caíram na baixa”, diz José Reis.

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