Adega Cooperativa de Pegões imbatível em resultados em 2016

ADEGA DE PEGÕES. A administração da empresa congratulou-se com os resultados da actividade em 2016
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O ano passado revelou-se “o melhor de sempre”, com a Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões a bater todos os recordes a nível de vendas, exportações e prémios

2016 foi de novo “o melhor ano de sempre” para a Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões, sediada no concelho do Montijo. A empresa cresceu a dois dígitos e ultrapassou um “recorde de vendas” – que aumentaram 16% face a 2015 –, “um recorde de exportação” – com mais de seis milhões de euros de vinho exportado – e um “recorde de prémios”, com 199 conquistados num só ano.

Os números foram revelados pela administração da empresa ao DIÁRIO DA REGIÃO, com o gerente e enólogo Jaime Quendera a partilhar com orgulho o “balanço muito positivo” do ano de 2016, o qual “não podia ter sido melhor”.

Em matéria de crescimento, a Adega Cooperativa de Pegões cresceu muito ao nível da exportação, sendo que 35% da facturação resultou das vendas ao exterior, e atingiu assim mais de seis milhões de euros em valor de vinho exportado. “Na Península de Setúbal, só existem três empresas que facturam mais que este valor”, notou Jaime Quendera.

Quanto ao mercado interno, a operação aumentou 8%, representando 12 milhões de euros em valor de vendas. Por gamas de produto, os maiores crescimentos registaram-se na gama média e gama média-alta, prova de que o produto Pegões “é bom e não é caro. Temos sempre os melhores vinhos em todas as gamas”, assegurou o enólogo.

Os resultados agora apresentados confirmam os que já tinham sido avançados por Jaime Quendera ao DIÁRIO DA REGIÃO em Junho do ano passado, tendo na altura dito que 2016 estava a ser “o melhor ano de sempre. É o ano em que estamos a vender mais, o ano em que ganhamos mais prémios e assim tem sido de há uns anos para cá, o que nos orgulha e nos dá muita responsabilidade porque queremos manter o nível e crescer”, disse.

E o crescimento ao longo de doze meses foi movido em grande parte também pelas exportações, sobretudo para os Estados Unidos e Canadá. No mercado asiático, também apreciador do vinho português, os vinhos de marca Adega de Pegões começaram a brilhar nas Filipinas, para onde foram exportados 20 contentores de vinho.

Marcando presença em 40 países de expressão de venda de vinhos – da Europa à América do Sul, passando África – a Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões continuou a deixar a sua marca de qualidade indelével nos quatro cantos do mundo. Houve ainda um aumento do número de países destinatários da exportação, mas que teve “pouca influência no total do valor exportado no final do ano”.

VISITAS. É possível conhecer o processo de vinificação, as caves e o museu da adega

Investimentos em infra-estruturas

O ano de 2016 ficou também marcado por grandes e avultados investimentos, os quais deram continuidade aos que vinham sendo realizados desde há 15 anos, permitindo modernizar e ampliar a empresa.

Foram beneficiados a adega; os armazéns de expedição; caves de estágio (com capacidade para mais de 3 mil barricas), sistemas de vinificação e estabilização a frio; linhas de enchimento e rotulagem; cubas de fermentação (uma dezena com capacidade total de um milhão e meio de litros de fermentação) e um sistema de termo-vinificação, uma tecnologia nova de fermentação, única em Portugal. Outros espaços, desde as oficinas aos refeitórios e gabinetes, foram também melhorados.

Possuindo uma área vinícola de 1117 hectares que produzem em média 11.000.000 quilos de uva, a Adega Cooperativa de Pegões tem crescido a uma média de 50 hectares por ano, “o que representa 700 toneladas a mais” nos anos de plena produção. A cooperativa vende 65% da sua produção engarrafada para o mercado nacional e 35% é vendido no mercado internacional.

“Perante os resultados que tivemos o ano passado e os que temos tido este ano, este vai ser um ano de consolidação para criar raízes dentro do patamar elevado em que já estamos”, adiantou Jaime Quendera, fazendo votos de que 2017 seja um novo “melhor ano de sempre”.

INVESTIMENTO. Aumento da produção e capacidade de armazenamento foi uma das prioridades em 2016

Mil prémios em cinco anos

As premiações obtidas pelos vinhos da Adega Cooperativa de Pegões também deram que falar ao longo de 2016, ano em que a empresa somou 199 troféus, sendo que até ao mês de Junho a adega já somava 120, prevendo, então, chegar aos 170 prémios.

O mais badalado foi o título de “Best Muscat du Monde 2016” atribuído no verão ao Moscatel Roxo DO Setúbal pelo concurso francês ao qual concorreram moscatéis de todas as variedades, oriundos de 22 países. Foi a primeira vez que um moscatel roxo conquistou o troféu de melhor do mundo, que já tinha sido ganho, em 2011, por outro moscatel de uva branca da Venâncio da Costa Lima.

Hoje, os elementos da direcção da Adega de Pegões reforçam a ideia de ter sido “uma honra” conquistar tal prémio. “Foi um orgulho, porque a Adega Cooperativa de Pegões não é uma casa muito antiga na produção de moscatel. Mas nós temos um processo de fabrico inovador, daí que tenhamos obtido um moscatel com aquela qualidade”, afirmou o enólogo Jaime Quendera. O Moscatel Roxo DO Setúbal expediu, num só mês, 60 mil garrafas para a Polónia.

Vale ainda a pena recordar que a cooperativa foi a empresa portuguesa mais premiada – com nove medalhas de ouro e nove medalhas de prata – no “Portugal Wein Trophy 2016”, organizado pela revista de vinhos alemã Deutsche Wein Marketing e a que apenas concorreram produtores nacionais, cujos vinhos são avaliados por jurados internacionais.

Também no “Selezione Del Sindaco 2016″, concurso europeu de vinhos realizado em Itália pelos Concelhos Europeus Produtores de Vinho, a Adega de Pegões se destacou como a empresa portuguesa mais premiada de Portugal pelo segundo ano consecutivo, com oito medalhas de ouro e cinco medalhas de prata. No “Uva de Ouro”, certame promovido pela SONAE, conquistou ainda 21 medalhas de ouro.

Contas feitas, foram mais 40 prémios obtidos em 2016 face a 2015. Em cinco anos, um total de mil prémios, revelou o enólogo Jaime Quendera, para quem as distinções são “uma compensação e um reconhecimento do trabalho e reconhecem a qualidade dos vinhos e das uvas da região”.

A Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões é assim uma das adegas portuguesas mais premiadas na última década, com mais de 500 prémios conquistados em todo o mundo.

Fotos: Diário da Região

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