Pais e autarquias vão fazer cordão humano por construção de escola secundária na Quinta do Conde

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Acção de reivindicação está agendada para esta quinta-feira,  26. Cordão humano vai ligar as sedes dos três agrupamentos de escolas da localidade pelas 10h00. Depois, serão feitas intervenções na EB 2,3+S Michel Giacometti

As associações de pais das escolas da Quinta do Conde, em conjunto com a Junta de Freguesia local e a Câmara Municipal de Sesimbra, vão realizar, nesta quinta-feira, 26, pela manhã, um cordão humano como reivindicação pela construção da escola secundária na localidade. Segundo a organização, o cordão humano vai ligar as sedes dos três agrupamentos de escolas da Quinta do Conde, pelas 10h00. Hora e meia mais tarde (11h30), terá lugar na Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti uma concentração com intervenções de entidades convidadas.

“A deficiente resposta em ensino secundário na Quinta do Conde constitui uma das principais inquietações dos quinta-condenses. A angústia resulta da realidade vigente, aquela que obriga diariamente centenas de alunos a procurar longe de casa, nas escolas da periferia das cidades e vilas circundantes, designadamente, Setúbal, Seixal, Almada, Lisboa, Palmela, Barreiro ou Moita, resposta para a frequência de um grau de ensino que em 1 de Setembro de 2009 se tornou universal, gratuito e obrigatório, através da lei 85/2009, de 27 de Agosto, evolução que observámos com agrado”, salienta o Grupo de Trabalho pelo Ensino Secundário da Quinta do Conde, em comunicado enviado ao DIÁRIO DA REGIÃO.

Crescimento demográfico e sobrelotação

No documento, é feito um historial de todo o processo, bem como sobre o concelho e a freguesia de Quinta do Conde, localidade cujo povoamento começou no início da década de 70 do século passado. “O acelerado crescimento populacional que os sucessivos Censos da população registam, transformaram a Quinta do Conde numa vila com 30 mil habitantes. Os dados provenientes dos Censos 2011, revelaram que o crescimento demográfico no concelho de Sesimbra, aumentou em cerca de 12 mil residentes (31,8%), sendo o segundo concelho que mais cresceu percentualmente na Península de Setúbal e o terceiro no âmbito dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”, lembra aquela entidade.

Segundo o grupo de trabalho, o número de alunos a frequentar o ensino secundário no concelho de Sesimbra “regista crescimento ao longo dos últimos anos, quer no que respeita ao ensino regular, quer no que respeita ao ensino profissional, estando sobrelotadas tanto a Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti (Quinta do Conde), como a Escola Secundária de Sampaio”.  “Ainda que a primeira não tenha sido concebida nem construída para alunos do secundário, recebeu no ano lectivo 2016/2017 um total de 20 turmas neste nível de ensino e a segunda um total de 34 turmas (sendo que esta, construída para 30 turmas, alberga as 34, mais oito turmas do 9.º ano, solução de recurso que tem sido encontrada para suprir as dificuldades que se observam na área de intervenção deste Agrupamento)”, aponta.

O grupo de trabalho reafirma que várias centenas de alunos são diariamente obrigados a sair da Quinta do Conde para frequentar o ensino secundário em escolas da periferia das cidades da região. “Da periferia porque são aquelas onde sobram vagas. A deslocação diária destes alunos acrescenta significativos custos financeiros à Câmara Municipal de Sesimbra, muitos constrangimentos às famílias e promove decisivamente o insucesso escolar”, reforça.

Acresce que na Escola Michel Giacometti, salienta ainda o grupo de trabalho, que “parte significativa das aulas são leccionadas em pavilhões de madeira”, que foram deslocados para este estabelecimento de ensino “após vários anos de uso em Lisboa”, apresentando “actualmente elevado índice de degradação”.

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