Eficiência energética ou a falta dela!

Opinião
Pedro Caria

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Munícipe montijense
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Para a actual gestão autárquica montijense, a palavra eficiência está assente numa ideia que é transversal a todas as áreas, ou seja, no nada fazer está a sua maximização, pois assim os custos de investimento são inexistentes e a gestão financeira diz-se brilhante.

No campo energético, a eficiência apenas é importante quando a rotatividade de cargos na Agência Regional de Energia, permite título de destaque ao Presidente, facultando-lhe mais algumas fotografias para preencher páginas e meios da contínua campanha eleitoral que nos tem habituado e que é paga por todos nós.

Quando já passaram quase dez anos sobre o aparecimento dos primeiros programas para a promoção da eficiência energética no sector público, assentes nos necessários apoios financeiros, apenas agora iluminação LED foi instalada, nomeadamente no parque municipal, façanha anunciada como digna da mais avançada ficção científica.

As mais variadas atrocidades energéticas continuam. A não diferenciação das redes de esgotos e de águas pluviais que em muitos locais é única, faz com que gastemos enormes recursos energéticos a movimentar caudais pluviais para as ETAR, para além dos inerentes e desnecessários custos de tratamento dos mesmos, situação reflectida nas facturas de água e saneamento pagas por todos os montijenses.

A iluminação pública que se quer suficiente para garantir a segurança de pessoas e bens, em muitos sítios mostra-se desadequada, sendo muitas vezes a sua iluminância anulada pelas copas das árvores, assistindo-se à perfeita aberração de pagarmos e continuarmos às escuras.

Em nenhum edifício camarário se vislumbra alguma medida que conduza à promoção da eficiência energética, sendo um bom exemplo disso o dos Paços do Concelho, completamente desadequado à promoção de uma utilização racional de energia. O mesmo se passa no resto do concelho quer em edifícios quer em espaços públicos.

O projecto existente para a remodelação das piscinas municipais que conduzirá a uma racionalização dos meios energéticos ficará na gaveta. A incapacidade de concretização deste projecto, servirá de suporte à constante política de vitimização tão necessária após o chumbo do Orçamento para 2017.

Urge a tomada de medidas que promovam a eficiência energética no concelho do Montijo. As cidades modernas querem-se racionais e sustentáveis.

A energia não se cria transforma-se! No Montijo continua imutável desde há muitos anos, estando praticamente no tempo em que o Querosene alimentava os candeeiros que traziam luz às vidas dos nossos ancestrais.

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