Jovem autora do Montijo revela-se com livro “A Luz da Princesa”

Local Sociedade B

Carina Sapateiro começou a escrever a obra “numa fase bastante turbulenta” da sua vida. “Gosto de definir este livro como uma parte de mim”, revela. A história retrata uma jovem que inicia uma busca pela sua verdadeira identidade, que tenta perceber “que segredos a sua família lhe escondeu”

“A Luz da Princesa” é o título do primeiro livro da autoria de Carina Sapateiro, 22 anos, jovem do Montijo que se estreou no universo literário com uma obra de ficção ou “fantasia” como gosta de classificar. No passado dia 9 de Dezembro, Carina Sapateiro apresentou a obra, com a chancela da Chiado Editora, na Biblioteca Municipal do Montijo, depois do lançamento efectuado a 26 de Junho de 2016 no Chiado Clube Literário & bar, em Lisboa, na Avenida da Liberdade.

Carrega a paixão pela escrita desde tenra idade, mas, ao início, nem sequer apreciava a leitura, confessa, até se ter deparado com uma história do reino do imaginário. Actualmente, já está embrenhada na construção do segundo livro, que virá dar continuidade ao primeiro título.

− Quando começou o interesse pela escrita? Quando e como foi dado o primeiro passo rumo à concretização desta obra?

− O meu interesse pela escrita começou na minha infância. Quando aprendi a escrever comecei a inventar pequenas histórias e mesmo nas minhas brincadeiras com bonecas adorava criar diversas histórias.

Comecei a escrever “A Luz da Princesa” no meio de uma aula quando estava no ensino secundário regular. Eu e uma das minhas melhores amigas gostávamos de escrever histórias e tínhamos o hábito de partilhar uma com a outra aquilo que íamos escrevendo e foi no meio dessa troca de textos que surgiu o primeiro excerto desta obra.

«Apesar de ser uma história fictícia, cada personagem contém uma parte de mim, tal como todo o seu enredo»

− Como gosta de definir este seu primeiro livro?

− Como uma parte de mim. Comecei a escrevê-lo numa altura em que diversas situações e mudanças aconteceram na minha vida e numa fase bastante turbulenta. A escrita era o meu refúgio e usava-a para recriar o mundo fantástico e imaginário que existia dentro da minha mente. Apesar de ser uma história fictícia, cada personagem contém uma parte de mim, tal como todo o seu enredo.

− Esta obra retrata…

− … Retrata a história de uma jovem que não acredita em mitos e lendas e que, de um momento para o outro, se vê forçada a acreditar numa nova realidade que ela desconhece por completo. Como tal, ela inicia uma busca pela sua verdadeira identidade enquanto tenta perceber em quem pode ou não confiar e que segredos a sua família lhe escondeu. Em paralelo, temos a lenda dos 5 cristais que se encontram dispersos pelos vários mundos e que só a princesa das fadas poderá usar para salvar todo o universo da terrível guerra declarada pelo rei dos vampiros.

− Porquê a escolha do género “ficção” ou “fantasia”?

− Quando era mais nova não gostava muito de ler, até que um dia comecei a ler um livro de género fantástico que tinha cerca de 200 e tal páginas e demorei dois dias a lê-lo. Desde aí que esse universo de fantasia me fascinou e me inspirou a escrever este livro. É um universo literário que me permite dar asas à imaginação e escrever sem limites tudo aquilo que surge na minha mente.

− E o futuro? Tem já pensada nova obra, pretende seguir a mesma linha ou enveredar por outros géneros?

− Já estou a escrever o segundo livro desta saga de fantasia. Será a continuação do primeiro livro, que ficou com o final aberto. Mas tenciono experimentar outros géneros literários no futuro. Gosto de desafios e de experimentar coisas diferentes. Como o género fantástico já é uma zona de escrita confortável para mim, em breve quero arriscar a escrever outros géneros e sair da minha zona de conforto.

 

Deixe uma resposta