Ministério Público arquiva inquérito à morte de militar natural do Barreiro

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O Ministério Público arquivou o inquérito que investigava um alegado caso de ‘bullying’ homofóbico (baseado na orientação sexual) sobre um militar, natural do Barreiro, que se suicidou no alojamento da Base Aérea de Beja, indicou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O inquérito foi objecto de despacho de arquivamento”, refere a PGR, acrescentando que o mesmo correu termos nos serviços do Ministério Público da Comarca de Beja, com a intervenção da Polícia Judiciária Militar.

O jovem, à data com 23 anos, foi encontrado morto a 05 de março de 2015. Na ocasião, alguns órgãos de comunicação social noticiaram que teria sido vítima de ‘bullying’, por ser homossexual, e alvo de gozo no seio militar, razões que o levaram, alegadamente, a suicidar-se por ter atingido o seu limite nessa noite, durante uma festa do clube de praças, quando a pressão psicológica terá sido levada “ao extremo”.

O militar estava colocado na Base Aérea n.º 6, no Montijo, mas foi destacado para a Base Aérea n.º 11, em Beja, para reforçar o efectivo daquela unidade da Força Aérea Portuguesa (FAP), devido à realização de um exercício militar denominado Real Thaw.

O jovem, natural do concelho do Barreiro, encontrava-se ao serviço da FAP desde Dezembro de 2012.

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