Sonae Capital vende imóveis em Tróia por 50 milhões ao Grupo ROSP

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Objectivo da aquisição passa pela concepção e exploração de um empreendimento turístico de elevada qualidade e baixa densidade construtiva

A Sonae Capital pretende vender uma série de imóveis em Tróia ao Grupo ROSP pelo valor global de 50 milhões de euros, anunciou ontem, 12, a empresa ao mercado.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae Capital informa que, através da sua subsidiária Soltroia, “celebrou um contrato de promessa de compra e venda de um conjunto de activos imobiliários sitos em Tróia, denominados UNOP 7, 8 e 9, pelo valor global de 50 milhões de euros, com o Grupo ROSP”.

Na nota, a Sonae Capital indica que a escritura se vai realizar “assim que verificadas um conjunto de condições contratuais” e garante que está já “assegurado o recebimento do montante global da transacção”.

De acordo com a Sonae Capital, o projecto que o Grupo ROSP vai implementar inclui a “concepção e exploração de um empreendimento turístico de elevada qualidade e baixa densidade construtiva” e serão “já iniciados os contactos com as entidades locais e centrais para garantir a devida sustentabilidade do projecto”.

A Sonae Capital teve lucros de 13,2 milhões de euros nos primeiros novos meses deste ano, mais 10,15 milhões do que no mesmo período do ano anterior, um aumento dos resultados líquidos que ficou a dever-se à “‘performance’ ao nível dos resultados de investimentos, no seguimento da mais-valia associada à venda das participadas Norscut e Operscut”.

Entre Janeiro e Setembro, a Sonae Capital aumentou o volume de negócios consolidado em 6%, atingindo os 125,16 milhões de euros, “com a generalidade dos negócios a apresentarem crescimentos de dois dígitos face ao período homólogo”, apesar do decréscimo nos segmentos da energia e no dos ‘resorts’.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado ascendeu a 13,63 milhões de euros, uma queda de 33,8% face aos primeiros noves meses do ano passado, destacando a Sonae Capital “o contributo da venda de activos imobiliários, durante o segundo trimestre de 2015, nomeadamente a mais-valia gerada pela alienação do activo imobiliário Duque de Loulé”.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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