PS diz que ‘geringonça’ não atrapalha autárquicas

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“É possível convergir no plano nacional e divergir radicalmente nas autarquias” defende deputado João Galamba

 

O PS da Moita promoveu esta quarta-feira à noite, um jantar de confraternização, em Alhos Vedros, em que João Galamba, convidado dos socialistas locais, defendeu que a ‘geringonça’ é compatível com um “intenso” combate político entre os partidos de esquerda nas autarquias.

Eurídice Pereira, deputada eleita por Setúbal, acrescenta que PS não está disponível para aceitar pacto de não-agressão com PCP no distrito de Setúbal “como moeda de troca” do apoio ao Governo.

Em jeito de balanço de final de ano, João Galamba, deputado do PS aproveitou a ocasião para sublinhar as conquistas do partido ao longo de 2016. “O último ano deu-nos um grande presente de Natal. Somos o único partido socialista que dá sentido concreto à sua existência, porque estamos a fazer coisas que nos deixam muito orgulhosos”. Para tal, o deputado deu o exemplo dos partidos políticos europeus, que “vivem agarrados a coligações de direita para não desaparecerem” do espectro político.

Com os olhos postos nas próximas eleições autárquicas, João Galamba fez questão de salientar que “é perfeitamente possível convergir em muitas áreas do plano nacional e divergir radicalmente nas autarquias”. No caso da maioria parlamentar do PS, PCP e Bloco de Esquerda, “há convergência em muitos aspectos que permitiram ao PS governar o país e divergências nas estruturas de poder local”. No entender do deputado, actualmente torna-se indispensável estabelecer cada vez mais acordos nacionais e continuar a travar intensos combates locais, tendo os políticos “o dever de conviver com ambas as realidades”, reiterou.

Já Eurídice Pereira, deputada e coordenadora dos deputados eleitos por Setúbal, centrou a sua intervenção no paradoxo político da coligação de esquerda, que suporta o actual governo. “Passados 40 anos, experimentámos outra realidade política, uma maioria de esquerda baseada numa coligação com um partido (PCP), que é o nosso principal opositor do poder local”. No entanto, para a deputada socialista há que encontrar um denominador comum para as autárquicas de 2017. “O distrito de Setúbal não é, não foi, nem nunca será moeda de troca. O nosso trabalho político não vai ser interrompido e vai desenvolver-se sem quaisquer restrições do ponto de vista dos acordos nacionais”, afirmou.

Dado que o concelho da Moita ainda não experimentou uma alternativa do poder diferente da gestão comunista, Eurídice Pereira deixou claros os objectivos do partido socialista para o futuro processo eleitoral. “O concelho da Moita continuará a trabalhar para a regeneração dos direitos dos cidadãos e deseja obter no mínimo mais mandatos e no máximo maior número de autarquias”.

O jantar do PS Moita realiza-se todos os anos na época natalícia e visa estimular a troca de ideias entre militantes, autarcas, vereadores, dirigentes, membros das juventudes partidárias, simpatizantes, entre outros.

 

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