Alcácer do Sal e Grândola alvos de prospecção de minério em investimento de M€ 7,6

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Contratos para exploração nos dois concelhos da região foram rubricados entre o Governo e o grupo turco ESAN

O Governo assinou três contratos com o grupo turco ESAN e a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) para a prospecção e pesquisa mineira no Alentejo, cujo investimento total ascende a 8,1 milhões de euros. O anúncio feito no passado dia 22 de Novembro pela tutela que revela que as intervenções vão incidir em dois concelhos da região, Alcácer do Sal e Grândola, além de Aljustrel, Castro Verde e Ourique (Beja).

De acordo com o Governo, dois dos acordos foram celebrados com o grupo turco e o outro diz respeito à EDM, tendo o Estado português sido representado pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.

As áreas designadas por “Alcácer” e “São Pedro das Cabeças”, abrangidas pelos contratos celebrados com a ESAN, situam-se nos concelhos alentejanos de Alcácer do Sal e Grândola, distrito de Setúbal, e Aljustrel, Castro Verde e Ourique (Beja). Estas áreas, explicou o gabinete do secretário de Estado da Energia, em comunicado, “são reflexo do consórcio criado com a EDM, em Fevereiro passado, para a faixa piritosa ibérica”. Esta parceria, controlada em 85% pela ESAN e em 15% pela EDM, contempla, além das referidas áreas, o projecto de prospecção denominado por “Montes das Mesas”, localizado no concelho de Aljustrel (Beja).

Para estes projectos, pode ler-se no comunicado, o plano de trabalhos e investimentos “está orçado, nos próximos cinco anos, em 7,6 milhões de euros”.

Forte potencial de cobre e zinco

Quanto ao contrato de prospecção e pesquisa assinado entre o Estado e a EDM, abrange uma área denominada como “Rosário”, englobada nos concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde, e Ourique (Beja), sendo estimado “um investimento inicial de meio milhão de euros”, revelou o Governo.

A faixa piritosa ibérica, que se estende até à região espanhola da Andaluzia, lembra a tutela, “é a zona com maior potencial mineiro nacional”, sendo também aquela onde estão localizadas as minas de Aljustrel e de Neves Corvo, concessionadas às empresas Almina e à Somincor, respectivamente. “O investimento neste activo nacional, que constitui a faixa piritosa ibérica, com forte potencial de cobre e zinco, é essencial e permitirá a descoberta de novos jazigos minerais no subsolo do Alentejo”, destacou o gabinete do secretário de Estado.

A EDM é uma empresa de capitais públicos que actua como operador sectorial de referência, assumindo, como concessionária em regime exclusivo, um papel de relevo na elaboração e condução de projectos de recuperação ambiental de zonas degradadas por antigas explorações mineiras abandonadas. Esta empresa exerce ainda, por si ou em associação, actividades de prospecção, pesquisa e valorização de recursos minerais e presta serviços especializados nos domínios dos geo-recursos e do ambiente.

Já a empresa ESAN, lê-se no comunicado, faz parte do grupo Eczacibasiesan, com sede em Istambul, que tem interesses diversos, mas com um foco particular na actividade de extracção e processamento de minerais industriais destinados à indústria cerâmica. Em 2009, adquiriu uma unidade mineira, onde produz concentrado de zinco e chumbo (Mina de Balya, na Turquia), que é operada pela ESAN.

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