Despedimentos na Volkswagen passam ao lado da Autoeuropa

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Redução de pessoal não irá afectar a fábrica de Palmela, diz António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores. Está até prevista a contratação de mais de mil novos funcionários para produção de novo modelo a partir de 2017.

A Autoeuropa não será afectada pela redução de pessoal anunciada pela Volkswagen que prevê a saída de cerca de 30 mil trabalhadores do grupo alemão até 2020. A garantia foi dada por António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores, em declarações à agência Lusa, após participar na primeira reunião do encontro anual de representantes dos trabalhadores do grupo Volkswagen em todo o mundo, que teve hoje na segunda-feira, 5, e que decorre até 8 de Dezembro, na Alemanha.

“Não houve nenhuma novidade em relação à fábrica da Autoeuropa, como já se previa, o que é um bom sinal, porque significa que a Autoeuropa não será afectada pela redução de pessoal prevista no grupo Volkswagen”, afirmou António Chora, lembrando que está prevista uma redução de 30 mil trabalhadores no grupo alemão, 23 mil dos quais nas fábricas da Alemanha.

De acordo com o que está previsto pelo grupo Volkswagen, a fábrica de Palmela além de não vir a ser afectada pela redução de pessoal deverá até contratar mais de mil novos trabalhadores, a juntar aos actuais 3 600 que já contabiliza, tendo em vista a produção de um novo veículo na fábrica portuguesa, a partir do segundo semestre de 2017.

A redução de pessoal no grupo Volkswagen, que se insere num plano de recuperação económica da empresa, surge na sequência da fraude detectada nas emissões de gases de alguns veículos da marca alemã, que levou a marca germânica a aceitar um acordo que prevê o pagamento de uma indemnização de 15 mil milhões de dólares (cerca de 13,9 mil milhões de euros ao câmbio de hoje) às autoridades norte-americanas. A medida insere-se também na nova estratégia da Volkswagen de apostar no desenvolvimento e na produção de veículos eléctricos.

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