Sociedade Musical Capricho Setubalense celebra 149 anos de olhos postos no futuro

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Nuno Marques, presidente da colectividade, quer qualificar as actividades e estruturas da Capricho

A Sociedade Musical Capricho Setubalense vive uma fase de “qualificação dos eventos e actividades” culturais que realiza, afirmou na terça-feira o presidente da instituição, Nuno Marques, na sessão solene comemorativa do 149º aniversário da Capricho, que foi fundada a 22 de Novembro de 1867, em Setúbal.

O crescimento da Capricho nos últimos anos, que tem sido feito de “forma sustentada”, é uma fase que “nunca está acabada”. “Queremos sempre crescer mais, fazer mais e melhor”, disse Nuno Marques, lembrando as mudanças dos órgãos sociais e do próprio projecto que marcaram a “passagem de geração” na instituição em 2007.

“Assumimos que esta casa era um equipamento cultural, priorizámos e investimos na Escola de Música da Capricho e demos passos para as actividades da Capricho crescerem de forma sustentada”, enumerou o presidente, apontando a renovação do instrumental e a melhoria de outros equipamentos como metas a cumprir num futuro próximo.

A Escola de Música, pedra angular na promoção e democratização do ensino da música, tem vindo a crescer e a sua importância foi realçada por Nuno Costa, presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. “A Capricho foi uma das principais responsáveis pela democratização do ensino da música. Muita gente não teria tido o privilégio de aprender música desta forma se não passasse na sociedade filarmónica. Isso é transformador da sociedade”, elogiou.

A Banda de Música, dirigida actualmente pelo maestro Joaquim Silva, é uma marca identitária da Capricho Setubalense e tem conhecido nos últimos tempos a entrada de novos elementos, pelo que tem sido necessário aumentar também o número de instrumentos. Nessa questão, coube a Nuno Costa, presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, e a Rui Canas, presidente da União das Freguesias, oferecer à banda novos instrumentos.

O gesto simbolizou as estreitas parcerias institucionais mantidas entre a Capricho e as autarquias, nomeadamente a Câmara Municipal de Setúbal, que o presidente fez questão de agradecer e reforçar. Também nesse sentido, Nuno Costa já havia dito em nome da Junta de Freguesia: “Se pudermos caminhar lado a lado, ultrapassaremos muitos obstáculos”.

Além da música, também um grupo de teatro e aulas de dança, de diversos estilos, compõem a oferta cultural e educativa da Sociedade Musical Capricho Setubalense, que realiza uma média de cem eventos por ano com o envolvimento de sete a oito mil participantes.

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De olhos postos no futuro

Nuno Marques revelou que “muito em breve” será elaborado um programa comemorativo do aniversário centenário que se aproxima, em estreita colaboração com a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia. Na calha está já também “uma proposta para os novos estatutos da Capricho, que muito brevemente vai ser submetida à avaliação e aprovação dos associados”.

“Queremos que os 150 anos da Capricho venham a ser marcantes para esta sociedade, para aquilo que ela representa e que projectem o que queremos ser nos próximos vinte ou trinta” anos, assegurou, perante uma plateia cheia de público.

Na sessão solene do 149º aniversário da Capricho, além de José Esteves, presidente da Assembleia Geral, e dos presidentes das juntas de freguesia, estiveram presentes Manuel Pisco, vereador da Câmara Municipal de Setúbal, Joaquim Escoval, membro da direcção da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto e representantes de várias outras colectividades do concelho, assim como associados.

A cerimónia terminou ao som de um concerto da Banda de Música da Capricho, um dos momentos altos da noite.

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